O deputado Sóstenes Cavalcante afirma contar com apoio do Novo, mas deve buscar mais legendas para pressionar Hugo Motta.

O Partido Liberal (PL) continuará com a obstrução total na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 2, caso o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), não autorize o avanço do Projeto de Lei da Anistia.
Na terça-feira, 1º, devido à pressão da oposição, a Câmara concluiu sua sessão com a votação de apenas uma Medida Provisória (MP), deixando de discutir nove projetos de lei e um requerimento de urgência previstos para o dia. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, afirmou que a obstrução é uma “mensagem clara para o Brasil”, sinalizando que o partido não irá abandonar a causa das pessoas que consideram injustiçadas nos presídios.
O líder do maior partido na Câmara também mencionou que a anistia já conta com o apoio de importantes aliados, como o vice-líder do PSD, Reinhold Stephanes Junior, o presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, além do Partido Novo. Sóstenes ressaltou a importância da obstrução como uma forma de pressionar pela votação do requerimento de urgência do projeto. Ele também comentou que o Partido Novo já está engajado nesse movimento e que o PL buscará mais apoio.

“Nosso aliado, o presidente Hugo Motta, tem sido um grande defensor da causa desde o início”, declarou Sóstenes. “É natural que ele, como presidente, receba pressões de diversos lados, inclusive do STF, embora ele não tenha me confirmado isso.”
Além disso, Sóstenes esclareceu que o objetivo da obstrução não é direcionado contra Hugo Motta, mas sim para dar-lhe mais respaldo e mostrar à esquerda, que se opõe à anistia, e ao Supremo Tribunal Federal, que talvez tenha uma posição contrária, que a narrativa de que a anistia não é necessária não é verdadeira.
“O governo já sabe que perdeu essa batalha”, afirmou Sóstenes, acrescentando que a oposição de esquerda tem apenas “120 votos firmes contra a anistia”. “O STF já tem essas informações, e nós, o mais rápido possível, daremos uma resposta a todos que aguardam a votação da anistia”, concluiu.
